Eu

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Paulo Rogério De Mari Casagrande

quarta-feira, 9 de março de 2011

Magda Frank (1914-2010)




A húngara Magda Frank (1914-2010) soma-se a escultores como Maillol, Bourdelle e Minne, que buscavam volumes e planos com superfícies simplificadas, destacando-se também as esculturas planas da artista. Até meados da década de 50, o uso da argila e a geometrização da figura humana marcavam a produção da escultora. A partir de 1957 deixou de trabalhar com a argila para esculpir a madeira, a pedra e o mármore. Enquanto a figura humana cedeu espaço para a construção de formas “em conexão com o vazio, tanto interno como externo, em suas interconexões e procedências (...)”, analisou Nelly Perazzo, no catálogo da mostra. São apenas duas reflexões construtivas que resultaram em uma obra na qual a artista alcançou a monumentalidade.


Magda Frank dizia que cada obra levava sua vida, sua razão de ser e viver. Formada em Budapeste, os horrores da guerra a levaram para a França e a Argentina. Frente à crueldade e a morte, a escultura lhe sustentou em um mundo hostilizado pelo nazismo. “...quantas vezes rogava a morte para que me libertasse desta vida sem esperança. E depois querer viver. Eu desejo viver”, escreveu em março de 1959. Com a lembrança da morte dos pais em Auschwitz, a vida ficou impressa na obra e a obra na vida.  

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