Eu

Eu
Paulo Rogério De Mari Casagrande

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Aprenda a preparar molho de tomate simples para acompanhar macarrão




Ingredientes:

- 1 xícara de tomates do tipo italiano inteiros (precisa ser inteiro e do tipo italiano, embora eu confesse que, às vezes, quando estou com preguiça, compre aqueles que já vêm picados)

- 1 colher de sopa de azeite de oliva e um pouco mais para o acabamento

- 1 dente de alho picado (ou 2 colheres de sopa de cebola bem picadinha)

- 1 pitada de pimenta calabresa (opcional aqui e em todas as receitas subsequentes; gosto de usar sempre que possível)

- Folhas de manjericão

- 1 colher de chá de açúcar

- ¼ de xícara de vinho tinto

- ½ colher de chá de sal

- 220 gramas de penne, ou da massa à sua escolha

- Parmesão, pecorino ou qualquer outro queijo que possa ser ralado na hora para polvilhar a massa

Passe os tomates num processador ou amasse-os com um misturador (eu faço o último), pique-os ou simplesmente abra-os com as mãos. Aqueça o azeite numa frigideira em fogo médio, acrescente o alho (ou as cebolas), a pimenta calabresa e um molho inteiro de manjericão. Diminua o fogo (você não vai querer que o manjericão fique marrom) e frite até o alho ou a cebola dourar, de 2 a 3 minutos. Junte os tomates e aumente o fogo novamente para médio; quando o molho começar a ferver, junte o açúcar, o vinho e o sal. Depois de 5 minutos, prove para ver se precisa de mais sal; se estiver ácido, acrescente uma ou duas pitadas de açúcar. Ponha em fogo baixo e experimente após 15 minutos. Quando todos os sabores estiverem bem misturados, está pronto.

Ponha uma panela grande de água, com tampa, em fogo alto. Quando a água estiver em vigorosa ebulição, junte uma porção generosa de sal (água salgada é essencial para uma massa saborosa, ela deve ter o aroma do Mediterrâneo).

Junte a massa e espere a água ferver novamente (vai ajudar se você tampar a panela durante esses breves momentos; só não se esqueça de tirar a tampa assim que a água ferver novamente), depois dê umas boas mexidas na panela. Deixe cozinhar, mexendo ocasionalmente até que a massa ainda esteja no ponto para morder, mas não mole demais (de 8 a 12 minutos, dependendo do formato da massa que estiver usando). Você deve provar após 8 minutos para ver se está no ponto. Não dá para dizer o tempo exato no caso da massa; você só poderá saber se provar.

Quando a massa estiver cozida, escorra a água e ponha de volta na panela onde cozinhou. Depois, jogue uma concha do molho, um pouquinho de azeite e algumas folhas de manjericão picadas com as mãos. Forre duas vasilhas com algumas fatias da beringela que fritou (pode reunir o que sobrou para fazer um sanduíche, talvez com algumas fatias finas de carne, se sobrar alguma, para o almoço de amanhã), depois acrescente a massa e cubra cada prato com uma concha de molho e alguns pedaços de manjericão. Ponha o queijo ralado na mesa.

Alfredo Andersen - Da Noruega para o Brasil

Descrição: Conhecido como o pai da pintura paranaense, o artista Alfredo Andersen recebe uma exposição em homenagem aos seus 150 anos de nascimento no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Em “Alfredo Andersen - Da Noruega para o Brasil”, 110 obras, além de fotos e documentos, contam a trajetória do artista, desde sua viagem da Noruega ao Brasil, a estada em Cabedelo (PB) e Paranaguá (PR), até ao amadurecimento artístico em Curitiba









José Alencar segue internado

O médico Roberto Kalil Filho disse hoje que não recomenda que o vice-presidente José Alencar vá à cerimônia de posse da presidente eleita Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer, no sábado, em Brasília.

Sem previsão de alta, vice-presidente José Alencar segue internado em SP"Dilma será minha candidata em 2014", diz LulaKalil Filho, que trabalha no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e faz parte da equipe que trata Alencar, disse que, na opinião dele, o vice-presidente não tem condições, no momento atual, de comparecer à solenidade.

O vice-presidente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde quarta-feira, quando passou por uma cirurgia de emergência por causa de hemorragia digestiva grave.

De acordo com o médico, o quadro de saúde de Alencar é estável. Ele é submetido a sessões de hemodiálise. Alencar passou a madrugada de hoje sem sobressaltos e alimentou-se bem de manhã. Ele recebeu hoje a visita da mulher, Mariza Gomes da Silva, que não deu declarações à imprensa. Kalil Filho informou que deve ser divulgado hoje à tarde um boletim médico.

José Alencar Gomes da Silva



E, nesse ponto, inicia o relato de sua própria história, desde que saiu de casa na pequena Miraí aos 14 anos rumo a Muriaé, ambas no interior de Minas Gerais. "Mas não foi para estudar, não, porque meu pai não tinha condições de pagar. Foi para trabalhar mesmo." Ao se despedir da família, disse:

- Bênção, pai, bênção, mãe.

Ouviu então do pai, Antônio Gomes da Silva, uma frase que passou o resto da vida repetindo e levando a sério:

- O importante na vida é poder voltar.

Aos 18 anos, pediu a seu Antônio para ser emancipado legalmente (a maioridade era aos 21) e pegou dinheiro emprestado com o irmão Geraldo, quase 18 anos mais velho, para abrir seu primeiro negócio: "A Queimadeira", uma loja de tecidos em Caratinga.

Eram 15 contos de réis, e ele pagava 1,5% de juros ao mês a Geraldo.

Um belo dia, o gerente da agência do Banco Hipotecário e Agrícola do estado de Minas Gerais, também chamado Geraldo - Geraldo Santana-, questionou:

- Ô menino, seu irmão está cobrando juros muito caros! Eu ofereço 1%.

Encucado, Alencar procurou o outro Geraldo, seu irmão, e cobrou. Resposta:

- Eu nunca te cobrei juros. Aquilo é o aluguel do dinheiro!

A plateia quase vem abaixo, as risadas correndo soltas.

E qual a diferença entre juros e aluguel do dinheiro? Geraldo explicou, de irmão para irmão: no banco, a promissória vence e as pessoas têm de pagar de qualquer jeito, senão perdem tudo. Com ele, Alencar só precisaria pagar o aluguel do dinheiro, deixando para amortizar o principal quando tivesse condições para isso.

- Então, você me doou o dinheiro? quis saber Alencar.

Resposta:

- Não doei nada. Quando você fizer capital, você vai me pagar. Mas aí não vai te fazer falta.

Moral da história, 50 anos depois, nas palavras de Alencar: "Aprendi que o dinheiro tem custo e precisa ser remunerado, e que o dinheiro de longo prazo é um estímulo para o jovem começar a vida."

Lembra também o pulo do gato da sua vida empresarial, quando ele e o sócio, Luiz de Paula Ferreira, criaram a Coteminas com apoio da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) e como isso foi decisivo para todo o resto da história.

Entre uma coisa e outra, ou entre aquele primeiro empréstimo de Geraldo e o apoio da Sudene, muita água rolou. E, claro, Alencar não deixa de contar ali, naquela solenidade, como começou a vida ganhando 300 cruzeiros por mês como vendedor, morando num cantinho de corredor num hotel barato, depois de uma longa negociação com a proprietária, dona Maria. Ela queria cobrar 280 contos de réis pelo cantinho e três refeições por dia. Ele teria pechinchado ao máximo:

"Foi o primeiro negócio que fiz na minha vida, aos 14 anos de idade", exulta como se tivesse acontecido dias antes. "Equilibrei meu orçamento quando chegamos a 220 contos de réis e com roupa lavada!" Novos aplausos, novos risos. A plateia já estava totalmente cativada.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Fordlândia: A derrapada do Ford








O americano Henry Ford popularizou o automóvel e criou a linha de montagem. Mas se deu mal ao inventar uma cidade na Amazônia para tentar produzir borracha.

por Maria Fernanda Ziegler

Em 1927, o americano Henry Ford era “o” cara. Sua empresa, a Ford Motors Company, inaugurara um método inovador para produzir veículos. Os funcionários, especializados, ficavam em fila e cada um repetia a mesma tarefa o dia inteiro em diferentes automóveis, que se locomoviam até eles em esteiras. A linha de produção passou a ser chamada de “fordismo” e foi o marco de uma nova era na indústria: os produtos saíam em grande quantidade, de forma mais veloz e por preço mais baixo.

Por isso, o Ford T, criado em 1908, vendia uma beleza. Foram 15007033 automóveis em 19 anos de vida, marca só superada mais tarde pelo Fusca, fabricado entre 1938 e 2003 (que vendeu 307 unidades a mais). Em 1921, mais da metade dos carros que entravam em circulação no mundo era da marca Ford.

Os carros da linha de produção do gênio, claro, exigiam pneus e diversas outras peças feitas de borracha. Só entre 1920 e 1922, a quantidade de matéria-prima necessária para fabricação de pneus saltou de 19400 para 67100 toneladas, segundo o livro Grande Capital e Agricultura na Amazônia – A Experiência Ford no Tapajós, de Francisco de Assis Costa. A borracha, obtida do látex extraído de seringueiras plantadas na Ásia, era monopólio inglês. E Ford tentou driblá-lo. Aproveitou um estudo feito havia quatro anos pelo governo americano sobre a possibilidade de obter látex no Brasil, chamado American Rubber Mission, e resolveu criar um braço amazônico para sua companhia. A idéia megalomaníaca incluiu a construção de duas cidades à beira do rio Tapajós, no Pará. Mas foi marcada por uma sucessão de erros que culminaram em 18 anos de trabalho jogados fora e um prejuízo de 9 milhões de dólares da época (ou mais de 130 milhões de reais atuais).

O fracasso começou na largada, já na obtenção do terreno. Sabendo do interesse americano por terras amazônicas, o cafeicultor Jorge Dumont Villares ganhou do governo do Pará áreas em sete pontos diferentes. Ao recepcionar a comitiva de funcionários da Ford enviados ao estado, mostrou apenas seus próprios terrenos ao longo do rio Tapajós. A concessão de 1 milhão de hectares (equivalente ao tamanho da cidade de Goiânia) poderia ter sido obtida gratuitamente direto com o governo, assim como Villares havia conseguido. Mas Henry Ford pagou 125 mil dólares ao cafeicultor. A Fordlândia nascia, dessa forma, de um golpe dado pelo brasileiro no americano em cima de um terreno montanhoso – e ainda por cima impróprio para seringueiras.

Uma cidade foi erguida no meio da floresta amazônica. Os navios Lake Ormoc e Lake Farge trouxeram dos Estados Unidos os materiais necessários para a construção do povoado, como madeira, telhas e as próprias mudas das seringueiras. Uma das embarcações foi preparada para suprir temporariamente a aldeia de energia e servir de hospital. A floresta começou a ser derrubada em 1928, as casas foram construídas e as árvores, plantadas. Grande parte da terra foi ocupada pelos seringais, divididos milimetricamente, segundo Elaine Lourenço, professora de História no Centro Universitário Nove de Julho e autora da tese Americanos e Caboclos: Encontros e Desencontros em Fordlândia e Belterra/PA.

Gente de toda parte foi procurar emprego em Fordlândia. O alvoroço repercutia no Rio de Janeiro, e o jornal O País registrou: “Todos são admitidos nas fábricas, exceto os dementes e loucos”. A verdade era que o recrutamento de novos trabalhadores já sofria de um problema que perseguiu a empresa nos 18 anos seguintes: a falta de mão-de-obra. Os anúncios nos jornais chamavam gente interessada, fosse especializada ou não, mas o exame médico barrava metade dos que ali apareciam por não terem boas condições de saúde.

Mesmo assim, o negócio foi tomando forma. A cidade tinha um dos melhores hospitais da região e a Vila Americana, composta pelas casas dos administradores vindos dos Estados Unidos, era de alto nível: possuía gramados para golfe, quadras de tênis, piscina, campos de futebol, clube e cinema. Os funcionários ficavam em vilas bem mais modestas. O salário não era de se reclamar: bem maior que o de outras cidades da região, era pago a cada 15 dias e em dinheiro, prática pouco comum por aquelas bandas. Se por um lado o bolso estava cheio, por outro a paciência deles se esgotava. A cidade americana seguia regras americanas. Havia relógios de ponto por toda parte. Uma sirene dividia o dia em turnos e marcava os horários de descanso. Os caboclos, acostumados a acompanhar o tempo conforme o ciclo do sol, estranharam. Para completar, a Fordlândia proibia bebida alcoólica em seus limites.

A rigidez de costumes fazia com que a cidade deixasse de ser um lugar interessante para morar. A rotatividade entre os trabalhadores era, assim, muito grande. Mas, para os que lá ficavam, havia formas de diversão às escondidas, como a cachaça contrabandeada (vinha dentro de melancias pelo rio) e as festinhas animadas na chamada “ilha dos inocentes”, do outro lado do Tapajós – que de ilha e de inocente não tinha nada. Lá, bebida e prazer eram liberados. Para isso, prostitutas chegavam de Santarém e de Belém.

Eu quero é farinha

E foi ali, no coração da Amazônia e por causa das diferenças culturais, que ocorreu talvez o único motim antiespinafre da História. Em 1930, explodiu no refeitório da Companhia Ford Industrial do Brasil uma rebelião, conhecida como “quebra-panelas”. Os caboclos se revoltaram contra a obrigatoriedade de comer espinafre quase que diariamente – queriam peixe, feijão e farinha. Em meio a gritos de “abaixo o espinafre”, colocaram os americanos para correr e prometeram fazer greve. “Em uma noite, os dirigentes da Ford Motor Company aprenderam mais sociologia que em anos de universidade”, afirma o escritor e advogado Clodoaldo Vianna Moog em Bandeirantes e Pioneiros: Paralelo entre Duas Culturas.

Na mesma época, a plantação de seringueiras foi atacada pelo mal-das-folhas, fungo que reduzia a produção de látex e acabava até por matar a árvore. Estudos anteriores à implantação de Fordlândia indicavam que a floresta era capaz de proteger a árvore dessa praga. Isso porque a distância entre uma seringueira e outra diminuía a intensidade do ataque. Mas isso não acontecia no local. “Eles plantaram as árvores como se fossem eucaliptos, bem diferente da estrutura de uma floresta”, afirma Marinho Andrade, produtor do documentário Fordlândia, ainda sem data de estréia no cinema

O ritmo da implantação dos seringais também era baixo. Em 1929, havia 400 hectares de plantação. Em 1931, o volume cresceu apenas para 900. Muito inferior ao planejamento inicial: 200 mil hectares de seringueiras e rendimento médio de 1500 quilos de borracha por hectare. Só em 1932, depois do fracasso da baixa produtividade, a companhia decidiu contratar um especialista no cultivo de borracha. Chegou por lá o botânico James R. Weir, que havia trabalhado na American Rubber Mission.

Weir sugeriu, em 1936, a troca da área de Fordlândia por outra em Belterra, a 48 quilômetros de Santarém. Lá, o terreno era mais bem drenado, com mais vento e menos umidade – condições desfavoráveis à propagação do mal-das-folhas. Um outro núcleo urbano foi construído e alguns erros, reparados. O traçado das plantações ainda era retilíneo, mas as mudas não eram locais, e sim trazidas do antigo Ceilão (atual Sri Lanka). O projeto ganhou novo fôlego. Mesmo assim, a produção era baixa, os trabalhadores reclamavam da alimentação e da falta de liberdade. Uma vila vizinha a Belterra fazia as vezes da “ilha dos inocentes”, e a falta de mão-de-obra permaneceu.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muita coisa havia mudado. O principal – e determinante – fator para o fim do sonho de Ford no Brasil foi o surgimento da borracha sintética, que passou a ser largamente produzida em países como Japão, Alemanha e Rússia e que tornou a borracha natural menos interessante. Além disso, a idéia de terceirização surgia e já não era mais necessário se preocupar com o todo da produção de um automóvel. Em 1945, Henry Ford, sem nunca ter pisado em suas terras brasileiras, resolveu deixar de lado a Amazônia e vendeu por 250 mil dólares as cidades ao governo brasileiro, com tudo o que restava nelas. Hoje, Fordlândia está praticamente abandonada, tomada pelo mato. Belterra, pela proximidade com Santarém, tornou-se um município um tanto maior, com cerca de 17 mil habitantes.

sábado, 25 de dezembro de 2010

American Graffiti




Em 1962, numa pequena cidade dos Estados Unidos, Curt e Steve vivem grandes aventuras no último dia de verão antes de partirem para a universidade. Nesta noite, vários acontecimentos ocorrem ao mesmo tempo: Laurie, irmã de Curt e namorada de Steve, briga com ele e acaba saindo de carro com o forasteiro Bob Falfa, que depois disputa um racha; o desajeitado Teddy pega emprestado o carro de Steve e consegue conquistar Debbie e Curt se junta à gangue dos Faraós e pratica pequenos crimes.


 Elenco

Richard Dreyfuss.... Curt Henderson
Ron Howard.... Steve Bolander
Paul Le Mat.... John Milner
Charles Martin Smith.... Terry Fields ('The Toad')
Cindy Williams.... Laurie Henderson
Candy Clark.... Debbie Dunham
Mackenzie Phillips.... Carol
Wolfman Jack.... disc jockey
Bo Hopkins.... Joe Young
Manuel Padilla Jr..... Carlos
Beau Gentry.... Ants
Harrison Ford.... Bob Falfa
Jim Bohan.... Holstein
Jana Bellan.... Budda
Deby Celiz.... Wendy

João Cidadão




A mãe de João recorre ao sistema de saúde público para ter o acompanhamento pré-natal. Apesar de algumas burocracias iniciais, acostuma-se com o ritmo do hospital no passar dos meses

Saúde para todos


O atendimento deve ser garantido pelo Estado por meio de políticas sociais e econômicas. Todos têm direito a tratamentos e medicamentos gratuitos

Não são apenas as grávidas que têm direito a acompanhamento médico público e gratuito. O acesso de qualquer cidadão brasileiro à saúde é assegurado pelo artigo 6º da Constituição como um direito social. Segundo a Promotoria de Saúde Pública do Ministério Público, o Sistema Único de Saúde deve estar preparado para tratar qualquer doença e oferecer medicamentos de qualquer espécie a quem precisar.

Apesar da legislação, a qualidade do atendimento varia de acordo com a administração do serviço. A gestão está sob responsabilidade da União, estados e municípios, o que explica a diferença que pode existir no que é oferecido por cidades vizinhas. O poder público é responsável por oferecer, controlar e fiscalizar procedimentos e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos.

"A Constituição é ampla e muito clara. Não há um limite para requerer um tratamento. O que acontece é que, muitas vezes, as pessoas não sabem nem por onde começar e acabam pagando porque não querem esperar um tratamento público", explica a advogada Hanelore Morbis Ozório, especialista em Direitos do Consumidor.

Check list para grávidas

No pré-natal, há uma lista mínima de exames recomendada pelo Ministério da Saúde a ser cumprida gratuitamente pelas unidades de saúde. Confira:
- Pelo menos seis consultas durante toda a gravidez.
- Ecografias (no mínimo, uma).
- Exames de sangue, de urina e preventivo de câncer de colo de útero.
- Em todos os atendimentos, a equipe de saúde deverá medir a pressão arterial da gestante, verificar o peso, medir a barriga e escutar o coração do bebê.
Medicamentos
Para quem quer comprar medicamentos para doenças crônicas com desconto de até 90%, as Farmácias Populares são uma opção. Atualmente, são 107 medicamentos disponibilizados com preço reduzido e outros 557 para o sistema de co-pagamento em farmácias particulares participantes do programa. Veja a lista de medicamentos e de farmácias no site

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1095.

Perguntas e respostas

Onde procurar tratamento?

Se for um incômodo que não caracterize urgência (lesão de pele, por exemplo), vá à Unidade de Saúde (US) básica. Se for uma urgência, como uma fratura, a US não resolve. O indicado é ir direto ao Centro Municipal de Urgências Médicas (CMUM) mais próximo. No CMUM, o atendimento não funciona por senha ou ordem de chegada. A regra é a gravidade do problema (veja endereços da CMUM no final da matéria).

Quem tem uma doença crônica que precisa de tratamento, como deve fazer?

O acompanhamento é feito nas US. Os medicamentos saem da Farmácia Curitibana instalada na unidade. Se for o caso de medicação especial, o paciente será orientado para fazer a retirada junto à 2.ª Regional de Saúde, com o Estado.

Onde as grávidas devem ir para se credenciar no Mãe Curitibana?

Na US mais próxima, onde ela poderá fazer o teste de gravidez. É aí que ela fará o pré-natal e será vinculada a um dos hospitais-maternidade do Sistema Único de Saúde. No caso de emergência, vá ao seu hospital de referência, conforme informado na US, ou nos CMUM.

As gestantes atendidas pelo programa Mãe Curitibana têm atendimento personalizado. Podem até escolher a maternidade em que será o parto. "Acompanhamos as grávidas de perto e cobramos quando elas faltam a alguma consulta. Cada mãe é vinculada a uma unidade de saúde e sabe onde ir quando há uma emergência", explica a enfermeira chefe Patrícia Moresco, da Unidade de Saúde Mãe Curitibana.

Endereços dos CMUM:

Boa Vista – Avenida Paraná, 3654.
Boqueirão – Rua Professora Maria Assumpção, 2590.
Cajuru – Rua Engenheiro Benedito Mário da Silva, esquina com Rua Ceilão.
CIC – Rua Senador Accioly Filho, 3370.
Fazendinha – Rua Carlos Klemtz, ao lado da Rua da Cidadania.
Pinheirinho – Rua Leon Nicolas, esquina com Avenida Winston Churchill.
Campo Comprido – Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3495.
Sítio Cercado – Rua Levy Buquera, 158

João Cidadão


João Cidadão, Gazeta do Povo - O primeiro de todos os direitos

A vida de João começa conturbada antes mesmo de nascer. Os pais moram em uma cidade pequena e não têm uma renda familiar capaz de atender todas as necessidades de uma criança. Quando descobre que está grávida, a mãe pensa em abortar...


O primeiro de todos os direitos


A garantia da vida é fundamental para o exercício da cidadania. Considerados crime, casos de aborto são difíceis de ser investigados

A dúvida que toma conta da mãe de João é a mesma que abala outras milhares de gestantes. Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de brasileiras decidem tirar clandestinamente a vida do feto em formação, prática que vai contra a legislação vigente no país. A estimativa alarmante é de entidades que defendem ou criticam o aborto, como a ONG Católicas Pelo Direito de Decidir e a Associação Pró-Vida e Pró-Família do Brasil.

“A Constituição brasileira se posiciona radicalmente contra o aborto e a pena de morte. No primeiro caso, é uma vida em formação pela qual a mãe é responsável legalmente”, diz o juiz Clayton Reis, professor do Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba). A mãe que pratica o crime pode ficar presa de um a três anos. A pena pode chegar a dez anos se o aborto for provocado por terceiros.

Entenda os casos em que é permitido o aborto e veja como denunciar clínicas clandestinasEntretanto, são raros os casos em que há punição. “Há dificuldade em encontrar provas reais e materiais para os inquéritos”, afirma o promotor Marcelo Balzer Correia, da Promotoria Criminal e de Execução Penal do Ministério Público (MP), que tinha, em abril, cerca de 200 casos de aborto em investigação. Legalmente, a vida começa a partir da nidação, fase em que o óvulo fecundado se fixa na parede do útero – de 5 a 15 dias após a fecundação.

O direito à vida é fundamental e inviolável. Nin­guém – nem mesmo o Estado – pode tirar a vida. “É a primeira das garantias dos seres humanos, fundamental para que os outros direitos existam e possam ser exercidos”, explica Reis.

A última polêmica sobre o assunto no Congresso envolveu o Programa Nacional de Desenvolvimento Humano 3 (PNDH-3), no início do ano, que indicava que o Congresso apoiasse projetos de descriminalização do aborto. Depois de manifestações contrárias, o governo federal mudou o projeto e retirou o item.

Então é Natal ! John Lennon - Legendado




sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

School's Out





School's Out

Well, we got no choice
All the girls and boys
Makin' all that noise
'Cause they found new toys
Well, we can't salute ya
Can't find a flag
If that don't suit ya
That's a drag

School's out for summer
School's out forever
School's been blown to pieces

No more pencils
No more books
No more teacher's dirty looks

Well, we got no class
And we got no principles
And we got no innocence
We can't even think of a word that rhymes

School's out for summer
School's out forever
School's been blown to pieces

No more pencils
No more books
No more teacher's dirty looks
Out for summer
Until fall
We might not go back at all

School's out forever
School's out for summer
School's out with fever
School's out completely

Chega De Escola
Bem, nos não temos escolha,
Todos os garotos e garotas
Fazendo todo seu barulho
Porque eles encontraram novos brinquedos
Bem, nos não podemos saudá-los,
Não achamos uma bandeira
Se aquilo não te servir,
Será um arrastão

Chega de escola no verão
Chega de escola para sempre
Escola tem me deixado em pedaços

Sem mais lápis
Sem mais livros
Sem mais professores com olhares agressivos

Bem, nos não temos classe
Nos não temos princípios

E nos não temos inocência
Nós não podemos nem pensar em palavras que rimem

Chega de escola no verão
Chega de escola para sempre
Escola tem me deixado em pedaços

Sem mais lápis
Sem mais livros
Sem mais professores com olhares agressivos (2x)
Do verão
Até o Outono
Talvez não voltemos de qualquer jeito

Chega de escola no verão
Chega de escola para sempre
Escola tem me deixado em pedaços
Completamente fora da escola

Jorge Rafael Videla Prisão perpétua




Jorge Rafael Videla (Mercedes, 21 de agosto de 1925) é um ex-militar argentino que ocupou de facto a presidência de seu país entre 1976 e 1981. Chegou ao poder em um golpe de estado que derrubou a presidente María Estela Martínez de Perón, exercendo uma cruel ditadura. Seu período esteve marcado por violações aos direitos humanos e por um conflito fronteiriço com Chile, que esteve a ponto de virar um conflito armado. Depois da restauração da democracia, foi julgado e condenado a prisão perpétua e destituição da patente militar por numerosos crimes cometidos durante seu governo.

O golpe

O então tenente-general Videla foi nomeado Comandante en Chefe do exército pela presidenta María Estela Martínez de Perón, Isabelita, em 1974. Videla encabeçou o golpe de estado de 24 de março de 1976 que sustituiu Isabelita por uma junta militar, formada por ele próprio, representando o Exército, o almirante Emilio Eduardo Massera pela Marinha e o brigadeiro general Orlando Ramón Agosti pela Força Aérea, dando início ao autodenominado Proceso de Reorganización Nacional. Os militares argentinos haviam recebido treinamento na famosa Escola das Américas, localizada no Panamá e financiada e dirigida pelos Estados Unidos. O golpe militar fez parte de um plano maior de golpes militares em toda América Latina no qual se encontrava envolvida a CIA e os Estados Unidos, com o objetivo de impedir a chegada ao poder regimes de esquerda.

Videla e Massera com Isabelita em 1975, a quem iriam depor no ano seguinteEm 29 de março assumiu a Presidência da Nação, que ocuparia até ser substituído pelo general Viola em 1981, pelo forte desgaste público de sua imagem e desavenças no seio da cúpula militar.

Direitos humanos

As violações aos direitos humanos durante a ditadura foram freqüentes e gravíssimas; o plano de repressão sistemática da oposição política e ideológica, combatida como subversão foi um dos elementos-chave na imposição e desenvolvimento do Proceso de Reorganización. No curso deste, a supressão do direito à ampla defesa, os encarceramentos ilegais, as torturas e os assassinatos de opositores foram moeda corrente, sobretudo nos núcleos urbanos de maior presença estudantil.

Durante o governo de Raúl Alfonsín se instituiu a CONADEP - Comissão Nacional de Pessoas Desaparecidas - para investigar e documentar o sucedido. Com base nos achados da mesma, Videla e outros membros do governo militar foram condenados pela justiça.

Conflito com o Chile

Martínez de Hoz e VidelaDurante o governo militar, o conflito limítrofe entre Argentina e Chile acerca da soberania sobre três ilhas no Canal de Beagle (Ilhas Picton, Lennox e Nueva) estava pendente de resolução e submetido ao laudo da Coroa Britânica.

Em 1977 foi ditada uma resolução desfavorável à Argentina, o que provocou uma reação imediata do governo militar. A guerra pareceu iminente no ano de 1978, e a tensão não diminuiu até a intervenção da Santa Sé. O Papa João Paulo II abriu um novo processo de mediação, nomeando como representante pessoal o cardeal Antonio Samoré, o que permitiu a desmobilização das tropas.

O conflito não se resolveria até a assinatura do Tratado de Paz e Amizade de 1984. A soberania chilena sobre as ilhas é hoje indiscutível.

Política econômica

José Alfredo Martínez de Hoz conduziu a economia durante toda a presidência de Videla. Suas medidas econômicas, baseadas na abertura dos mercados e no desmantelamento da legislação trabalhista vigente, contribíram para o desmantelamento dos sindicatos e a polarização das diferenças de classe. Mesmo Martínez de Hoz tendo posteriormente negado sua implicação com as atividades repressivas do Proceso, argumenta-se que as mesmas foram necessárias para conter o descontamento popular com os resultados econômicos. Devido à eliminação das barreiras tarifárias, a queda da produção industrial e o saldo negativo da situação exterior de Argentina durante o Proceso, o valor nominal da dívida externa se multiplicou por quatro.

O Proceso enfrentou um desafio maior ao tratar de recompor sua imagem pública no exterior. Diversos grupos de opositores exilados e alguns governos denunciaram reiteradamente a situação dos direitos humanos na Argentina. O governo contra-atacou com o slogan Los argentinos somos derechos y humanos (Os Argentinos são direitos e humanos) e atribuiu as críticas a uma campanha anti-Argentina.

Em 19 de maio de 1976 Videla protagonizou um discutível almoço com um grupo de intelectuais argentinos, Ernesto Sábato, Jorge Luis Borges, Horacio Esteban Ratti (presidente da Sociedad Argentina de Escritores) e o padre Leonardo Castellani, onde alguns dos presentes expressaram sua preocupação sobre escritores detidos ou desaparecidos.





Videla entrega a taça da Copa de 1978 a Daniel Passarella.A Copa do Mundo de 1978 foi o cenário ideal para que a ditadura tentasse ganhar o respaldo popular. O triunfo da Seleção permitiu a Videla, receber a aclamação da multidão congregada no Monumental de Núñez, estádio do River Plate, ao entregar a Copa à equipe argentina.



Os líderes da junta militar argentina, Massera, Videla a Agosti comemoram um dos gols argentinos na final da Copa do Mundo de 1978.Entre os dias 6 e 20 de setembro de 1979, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos visitou o país, e recebeu denúncias dos afetados pelos desaparecimentos e outros abusos e se encontrou com membros do governo e da oposição.

Em 1980, o dirigente da organização Servicio Paz y Justicia (SERPAJ), Adolfo Pérez Esquivel recebeu o Prêmio Nobel da Paz, expondo ainda mais ao mundo as violações aos direitos humanos na Argentina.

Relação com a Justiça

Como resultado das tensões entre as três forças armadas pela repartição do poder, Videla foi afastado do cargo. Foi substituído na presidência pelo Chefe do Estado Maior do Exército, Roberto Viola.

Dois anos depois de restabelecer-se o regime democrático na Argentina, em 1983, foi julgado e declarado culpado pelo assassinato e o desaparecimento de milhares de cidadãos durante sua gestão presidencial. Foi sentenciado à prisão perpétua, desabilitação absoluta perpétua e destituição da patente militar em 1985.

A Câmara Federal Criminal e Correcional o considerou penalmente responsável por numerosos homicídios qualificados, 504 privações ilegais da liberdade qualificadas, aplicações de torturas, roubos qualificado, falsidades ideológicas de documento público, usurpações, reduções à condição de escravo, extorsão, seqüestros extorsivos, supressão de documentos, subtrações de menores, e torturas seguidas de morte. A sentença foi confirmada pela Corte Suprema de Justiça em 1986.

Videla passou apenas cinco anos na prisão. Em 1990, o então presidente Carlos Saúl Menem fez uso da faculdade presidencial do indulto para ditar sua libertação, junto com a de outros membros de juntas militares e chefes da polícia da Província de Buenos Aires e do dirigente montonero Mario Eduardo Firmenich, através dos decretos 2741/90 e 2742/90. Menem argumentou ser necessário "superar os conflitos passados" para justificar sua atitude.

Em 1998, Videla regressou à prisão, por curto período, pois um juiz determinara que as questões de subtração de menores durante a chamada Guerra Suja constituíam crimes de lesa humanidade, sendo, portanto, imprescritíveis. O ex-presidente passou 38 dias na Prisão de Caseros até que lhe foi concedido o direito à prisão domiciliar, em atenção à sua idade.

Prisão perpétua

Em 22 de dezembro de 2010, foi condenado à prisão perpétua por crimes de lesa-humanidade durante o período em que esteve à frente da ditadura militar na Argentina.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

“Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay." Cervantes

BRUXARIA E SATANISMO NO ESTADO DO PARANÁ


Por Johnni Langer

Existem poucos trabalhos sobre história da bruxaria em nosso país, sendo os mais importantes os de Laura de Mello e Souza, Luíz Mott e Carlos Roberto Nogueira. No sul do Brasil praticamente não existem estudos, apesar de inúmeras tradições de cultos mágicos por parte da população. Apresentamos alguns elementos de uma pesquisa desenvolvida por nós em 1991 na capital paranaense.

As praticantes de feitiçaria - denominação genérica para vários tipos de atividades mágico/religiosas - recebiam várias designações pela sociedade curitibana: Megera, Górgona, Sibila, Mandraqueira, denotando ao mesmo tempo repulsa e mau gênio. Típicas do estereótipo da bruxa, elaborado durante a Europa Medieval. Mas seriam estas supostas mulheres realmente bruxas ou praticantes de magia? Ou foram criações do imaginário? Segundo nossas investigações, baseadas em depoimentos policiais, noticiários jornalísticos e outros documentos, essas misteriosas mulheres foram perpetuadoras de uma tradição secular advinda do Velho Mundo.

A mais antiga referência que encontramos é de 1889, de uma senhora chamada Ana Formiga que residia na rua Benjamin Lins. Era famosa por suas supostas ligações com o demônio. Após um incidente com um cabo do exército, ela teria colocado um feitiço na porta da casa deste. Alguns dias depois, a esposa do cabo adoeceu. Segundo um jornal local "ao abrir os batentes da janela de sua casa, encontrou entre estas e a vidraça uma rã seca, que tinha presa às pernas uma rosa branca e na boca uma cruz formada pela justaposição de dois pauzinhos. A um canto da janela foi encontrado um bilhete escrito com tinta roxa".

Outros casos interessantes foram das "bruxas" Lucinda e Deolinda. A primeira teve em 1899 sua casa investigada pela polícia. Além de diversos apetrechos de magia, foi encontrado um dedo humano seco.

Em 1919, na casa de Maria Jesuína de Carvalho, foram apreendidas "latas com terra de cemitério, ossos de animal, sapos secos, cabeças de alhos cortadas em cruz, sal grosso torrado, sola de sapato de defunto". Ambas as apreensões foram largamente comentadas pela imprensa. Essas três personagens (todas descendentes de etnias européias) acabaram por desaparecer dos jornais alguns dias depois.

Mas nenhum caso de bruxaria ficou mais famoso na mídia curitibana quanto o incidente ocorrido na rua Visconde de Guarapuava em 1934. A esposa de um importante juiz, D. Nair Ribeiro, teria sido enfeitiçada pela bruxa Tiburcia e "começou a vomitar despachos contendo panos, cabelos, fumos, couro de sapos e outros ingredientes de magia negra". A polícia, acompanhada de médicos e repórteres compareceu ao local. Quando ela novamente começou a vomitar, foi retirada uma "bola" com os seguintes componentes: "maços de cabelos atados, contas de colar, bilhetes amarrados". Por vários dias, os jornais noticiaram o encontro de sapos e gatos pretos encontrados na frente da casa de dona Nair, ambos vivos com os olhos e bocas costurados! Após alguns meses, Nair acabou falecendo e a notícia também desapareceu aos poucos dos jornais. Hoje em dia, "coincidentemente" no mesmo local onde existia a sua casa, foi construído o Instituto Médico Legal de Curitiba, e alguns metros dali funciona a Câmara Municipal, onde dizem muitos funcionários, os casos de assombração são muito frequentes durante a noite...

Durante a Idade Moderna, a figura da bruxa era sempre associada à mulheres sozinhas e velhas. Essa herança cultural veio para o sul do Brasil com os portugueses, e posteriormente com os imigrantes. Um dos aspectos frequentes do estereótipo da bruxa é a idéia da pobreza. A bruxa é pobre, do mesmo modo que o mendingo. Em 1900, uma mulher morena e velha tinha por hábito andar esmolando pelo centro de Curitiba com uma bandeja. Seria uma mendiga qualquer se não fosse o fato dela procurar as donas de casa para promover rezas de curas.

É o suficiente para ela transformar-se em uma bruxa, aos olhos da sociedade de então.

Outro aspecto do estereótipo é o referente a anti-sociabilidade das bruxas. Elas acarretariam uma série de conflitos e hostilizações com a comunidade de sua época.

No bairro curitibano de Umbará, em 1906, um benzedor de 85 anos teve sua casa atacada por colonos italianos, tendo sido espancado e suas vestes atiradas ao fogo. Posteriormente, uma senhora com 100 anos foi pelos mesmos colonos considerada uma bruxa, e para não ser morta mudou-se com a família para o centro da cidade. As bruxas são personagens sociais que permanecem toleradas durante algum tempo, sendo em determinada ocasião responsabilizadas pela grande maioria dos problemas vigentes na ocasião. Na Europa esse fenômeno era muito comum: "os processos da inquisição revelam uma acumulação de queixas aldeãs clássicas (...) revelam tensões internas dos camponeses" (Laura de Mello e Souza).

Segundo pesquisa de História oral que efetuamos no mesmo bairro de Umbará (1991), as crenças na feitiçaria são ainda muito comuns. Para grande parte dos moradores existe uma família de Umbará que perpetua tradições de bruxaria européia desde o Oitocentos: a avó ou mãe transmite os conhecimentos secretos para a filha. Em determinadas épocas do ano, principalmente em 22 de dezembro, as bruxas se reuniriam coletivamente para realizar um Sabbat em volta do lago Azul, em uma área afastada do bairro. Infelizmente não conseguimos evidências concretas desse suposto fato.

A bruxaria coletiva ou satanismo no estado do Paraná já havia sido documentada durante o século XIX, segundo o pesquisador de ocultismo e grão-mestre maçônico Dario Vellozo (ver ref.). Uma seita teria sido formada em 1870 por Manoel Antonio e reunia muitos membros, possuindo uma hierarquia complexa, práticas de profecias, simbolismos e cultos de magia negra advindas da Europa. As atividades desse grupo também eram conhecidas fora do Paraná, como comprovamos com o jornalista João do Rio em 1904: ao entrevistar líderes luciferistas na então capital brasileira, reporta-se aos praticantes paranaenses "que estão dans le train dos processos de crença na Europa".

Atualmente também temos notícias da existência de seitas satanistas no Paraná, inclusive com práticas de sacrifícios humanos (ver ref. Genésio Pontóglio e jornais).

A mais recente das veiculadas pela mídia foi a LUS, Lineamento Universal Superior, seita comandada pelo psicólogo argentino José Baamonde e a brasileira Valentina de Andrade. Em 1992 foram apreendidos na rodoviária de Londrina diversos trajes ritualísticos (pelas fotografias, percebemos que são do estilo tradicional inglês), apetrechos, armas, livros, fitas cassetes e vídeos, todos pertencentes ao LUS. Essa seita foi envolvida com o assassinato em um ritual do menino Evandro Caetano, desaparecido em 6 de abril de 1992 na cidade paranaense de Guaratuba.

Em todo o Brasil são encontrados restos humanos misturados a evidências de rituais das mais variadas tradições mágicas, dos ritos afro-brasileiros à herança européia. Muitas vezes o ceticismo "apaga" completamente os registros, impossibilitando os pesquisadores de definirem com maior precisão a realidade da imaginação. E alguns seguidores de inocentes práticas mágico-religiosas (como a moderna Wicca) são algumas vezes responsabilizados erroneamente por atos macabros que com certeza existem pelo país. As bruxas e o satanismo ocorrem há muito tempo no Brasil, mas nem sempre constituem a mesma coisa. Mas resta ao leitor decidir o que pensar.

REFERÊNCIAS:

LANGER, Johni. Feitiçaria em Curitiba: discurso e cotidiano, 1889-1945. Monografia de Bacharelado em História pela UFPR. Curitiba, 1992, 122 p. Disponível para consulta na Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes n. 133, Curitiba);

O Natal





O Natal ou Dia de Natal é um feriado comemorado anualmente em 25 de Dezembro (nos países eslavos e ortodoxos cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro), que comemora o nascimento de Jesus de Nazaré. A data de comemoração do Natal não é conhecida como o aniversário real de Jesus e pode ter sido inicialmente escolhida para corresponder com qualquer festival histórico Romano ou com o solstício de inverno. O Natal é o centro dos feriados de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no Cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.

Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.

Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício de inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer "cristã". Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Everybody Hates Chris



Everybody Hates Chris foi uma série de televisão americana exibida entre 22 de setembro de 2005 e 8 de Maio de 2009 pela emissora de televisão The CW. No Brasil a série é exibida pela Rede Record desde 2007.

Seu título é uma reeferência ao título de outra série de sucesso que acabou no ano em que esta estreou, Everybody Loves Raymond.

Em Portugal é transmitida pelo RTP 2 com o título Todos contra o Chris; no Brasil, pela Rede Record, com o título Todo mundo odeia o Chris e pelo canal de televisão a cabo Sony Entertainment Television, onde é exibido legendado e com o título original em inglês.

História

Chris Rock, célebre ator e comediante da televisão, narra histórias dele e sua família, vivências engraçadas e desventuras de sua adolescência durante a década de 1980, a começar pela luta que teve de travar para encontrar seu espaço num colégio frequentado por brancos, muito distante de sua casa. Como o mais velho de três irmãos no bairro de Bed-Stuy, no distrito do Brooklyn, na cidade de Nova Iorque, também precisou manter os mais novos na linha e superar os testes de sua escola, quanto ao preconceito e as dificuldades da época.

Em 1982, Chris completa 13 anos e, ao entrar na adolescência, descobre que ela não era o que esperava. Em meio à responsabilidade de ter de cuidar dos irmãos mais novos, Drew (baseado no seu irmão Andrew Rock) e Tonya (mais nova), enquanto seus pais trabalham, Chris amadurece rapidamente e percebe que já faz parte do universo adulto, mesmo sem ter idade para isso.

O enredo da série foi baseado na infância e adolescência de Chris Rock, comediante e ator americano, criador, produtor, narrador e ator da série. E foi por esse motivo que a rede de TV americana decidiu cancelar a série em Maio de 2009, alegando sair do enredo inicial, justamente porque a nova temporada seria focada no início da carreira humorística de Chris, e na morte de seu pai, Julius, em 1988.

Vida real

Julius Rock é um personagem baseado em Christopher Julius Rock II, pai de Chris Rock.
Rochelle Rock é uma personagem baseada na professora Rochelle Tingman Rock, mãe de Chris Rock.
Drew Rock é um personagem baseado em Andrew Rock.
Tonya Rock é a versão feminina de Tony Rock
Greg Wulliger é baseado em amigo de infância de Chris Rock,

domingo, 19 de dezembro de 2010

OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS (1946)

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, três veteranos retornam num mesmo avião à Boone City, uma cidade do meio-oeste americano: Al Stephenson, que serviu como sargento do exército; Fred Derry, que lutou como capitão da Força Aérea e foi várias vezes condecorado; e Homer Parrish, que serviu na Marinha de Guerra. Os três têm idades, profissões, experiências e classes sociais diferentes.


Durante o vôo, o jovem marinheiro revela como perdeu suas duas mãos em combate. Al e Fred conversam sobre o futuro incerto e a difícil readaptação à vida civil, depois de tantos anos nas forças armadas. Al, o mais velho, é casado há 20 anos, enquanto Fred casara-se poucas semanas antes de partir para a guerra.

Uma vez em terra, Homer é o primeiro a chegar à casa da família. Luella, sua irmã mais nova, é a primeira a vê-lo e corre até a casa ao lado para avisar Wilma Cameron, a namorada de Homer. Os pais também aparecem, felizes por revê-lo, mas deixando transparecer uma certa piedade e tristeza, face às mutilações por ele sofridas. Homer, por sua vez, embora tenha perdido suas duas mãos e sofra com isso, demonstra que seu maior problema está na mente. Embora Wilma o ame, ele vai aos poucos afastando-se dela e passando a maior parte do seu tempo no Butch's Place, o Bar do seu tio.

Al é recebido em seu luxuoso apartamento por seus dois filhos, Rob e Peggy. Em seguida, surge da cozinha, Milly, sua esposa, que o abraça longamente. Enquanto seus familiares demonstram estar felizes com sua chegada, Al sente-se meio deslocado, principalmente em relação aos filhos, pois, quando partira para a guerra, eles eram bem pequenos e agora estavam crescidos, como se fossem estranhos. Quando seu filho vai dormir, Al sai com sua mulher e sua filha e, juntos, vão a uns bares e boates da cidade.

Fred chega à casa da família, onde é recebido por seu pai, Pat, e por sua madrasta, Hortense, que ficam maravilhados com as várias medalhas que ele ostenta no peito. Ele logo pergunta por sua mulher, Marie, e Hortense lhe diz que ela não mora mais com eles e sim num apartamento no centro da cidade, bem como, que ela trabalha numa boate. Quando ele a procura, Marie mostra-se mais atraída por seu uniforme cheio de condecorações do que pela sua própria pessoa.

Fred procura o seu antigo emprego numa drogaria, mas sai desencorajado face ao pequeno salário que lhe é oferecido. Por falta de maiores qualificações, ele passa a ter dificuldades para conseguir um emprego que lhe permita ter uma vida decente.

Al volta ao Banco em que trabalhara antes da guerra e lhe é oferecida a gerência de uma carteira responsável por conceder empréstimos aos veteranos de guerra. De volta ao trabalho, ele sente a falta do espírito cooperativo que existia no exército e passa a beber.

A readaptação de Homer continua difícil. Sem auto-confiança, ele permanece o tempo todo isolado dos pais e de Wilma. Esta o procura para falar das incertezas de seu relacionamento e para lhe dizer que continua o amando como antes, mas ele a afasta. Mais tarde, ele lhe pede desculpas e lhe diz que seu maior problema é devido ao fato das pessoas não o tratarem como uma pessoa normal.



O relacionamento entre Fred e Marie torna-se cada vez mais difícil, desgastado principalmente por sua inabilidade de conseguir melhorar de vida. Desistindo de encontrar um trabalho decente, ele volta à drogaria e aceita ficar por trás do balcão como vendedor de perfumes.

Um dia, Peggy aparece na drogaria e termina sendo convidada por Fred para almoçarem juntos, quando os dois percebem que estão apaixonados. Em casa, quando Al toma conhecimento que sua filha está namorando Fred, um homem casado e sem futuro, diz que vai fazer de tudo para separar os dois. No dia seguinte, ele encontra Fred no Butch's Place e diz o mesmo a ele. Fred acaba o namoro por telefone e, ao chegar à drogaria, tem uma discussão com um freguês e é despedido.

Certa noite, quando Homer se prepara para dormir, Wilma chega e lhe diz que está indo embora da cidade no dia seguinte, já que ele não a quer mais. Os dois terminam-se entendendo.

Quanto a Fred, depois que Marie lhe pede o divórcio, decide tentar a vida em outra cidade. Antes de partir, entretanto, ele consegue um trabalho na área de construção de casas pré-fabricadas.

O dia do casamento de Homer e Wilma chega e, entre os convidados, encontram-se Peggy, seus pais e Fred. Ao final da cerimônia, Fred vai até Peggy e a beija. Os dois percebem que ainda estão apaixonados, mas que devem esperar o fim do processo de divórcio de Fred.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Imagine - John Lennon

john lennon



A infância



 
John Winston Lennon nasceu em 8 de outubro de 1940, na cidade de Liverpool, um importante porto no noroeste da Inglaterra, em plena Segunda Guerra Mundial. A cidade era alvo constante de bombardeios nazistas, e o menino foi batizado em homenagem ao seu avô e ao primeiro-ministro britânico Winston Churchill. O pai Alfred era marinheiro e ficava pouco em casa, e a mãe Julia acabou engravidando de outro homem. O pequeno John acabou indo morar com a tia Mary "Mimi" Smith, que ele sempre considerou sua segunda mãe. Mimi era bastante severa, mas Julia, que gostava muito de música, sempre o visitava, e na adolescência o ensinou a tocar banjo, deu a ele discos de Elvis Presley e comprou seu primeiro violão, em 1957.

No mesmo ano John e amigos de escola formaram a banda The Quarrymen, que tocava Skiffle, um ritmo derivado do jazz, popular na época em Liverpool. Em 6 de julho desse ano ele conheceu Paul McCartney numa apresentação da banda. Eles logo ficaram amigos e Paul entrou no Quarrymen, apesar do pai dele achar que John o ia "meter em encrencas". George Harrison entrou como guitarrista e Stuart Sutcliffe assumiu o baixo, quando os colegas de John deixaram o grupo, que pouco depois eles decidiram rebatizar como "The Beatles".

Nos Beatles

John entrou na faculdade de Artes, mas continuou dando prioridade para a banda. Em 1960 os quatro garotos, com Pete Best na bateria, foram para Hamburgo, onde tocaram uma temporada de 48 noites em bares da cidade, fazendo shows longos, movidos à anfetaminas. Stucliffe ficou em Hamburgo, e de volta a Liverpool, com Paul no baixo, eles começaram a ganhar fama tocando no Cavern Club, onde conheceram o empresário Brian Epstein, que os aconselhou a substituir Best por Ringo Starr na bateria. O resto é história. A partir do primeiro single gravado, Love Me Do, em 1962, os Beatles viaram a maior banda de rock do mundo e símbolo da década de 60, durante a chamada "Beatlemania".

Em fevereiro de 1964 o grupo foi para os Estados Unidos, onde se apresentaram no popular programa de TV do apresentador Ed Sullivan, e a “Beatlemania” atravessou o Atlântico. No mesmo anos eles fizeram o filme A Hard Days Night, o primeiro de vários longas-metragens com as músicas da banda e eles atuando.

Em 1965 John tomou LSD pela primeira vez, na casa de seu dentista. Antes, em uma ocasião lendária, Bob Dylan ofereceu aos quatro garotos, que até então apenas bebiam e tomavam anfetaminas para aguentar as maratonas de shows, um cigarro de maconha. O contato com estas drogas típicas da contracultura então nascente na década de 60, gerou uma mudança de rumo nos Beatles, que saíram do pop iê-iê-iê em direção ao experimentalismo psicodélico, a partir do álbum Rubber Soul. Em Help!, John já mostrava um lado mais sombrio e atormentado com a fama. No mesmo ano, em entrevista a uma repórter do jornal inglês Evening Standard, ele disse: “O Cristianismo vai passar. Vai desaparecer e encolher... nós somos mais populares que Jesus hoje. Não sei qual vai passar antes, o rock and roll ou o Cristianismo”. A declaração enfureceu grupos cristãos, que promoveram queimas públicas de discos dos Beatles.

Lennon também expressou insatisfação com os shows ao vivo dos Beatles, porque as fãs gritavam tão alto que eles não conseguiam ouvir direito o que tocavam. No ano seguinte a banda decidiu não fazer mais shows, e se concentrarem na produção dos álbuns, o que gerou as obras-primas Revolver, de 1966, e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, do ano seguinte, que utilizaram técnicas inovadoras de gravação e manipulação em estúdio.

Lennon e McCartney dividiam o crédito da maioria das composições dos Beatles, mas poucas foram realmente escritas em dupla, quase todas no início da banda. Lennon é o autor, por exemplo, de Help!, A Hard Days Night, I Feel Fine, Nowhere Man, Lucy in the Sky With Diamonds, I am the Walrus, Revolution, Strawberry Fields Forever e Come Together, mostrando uma personalidade mais sombria e inconformista que Paul. As diferenças entre os dois se acirraram com a morte de Epstein, quando Paul quis ter maior controle sobre a banda. A entrada em cena de Yoko Ono também foi mal vista pelos outros membros dos Beatles. John começou a gravar músicas acompanhado de Yoko, e entre 1968 e 1969 eles lançaram três álbuns experimentais, e formaram a Plastic Ono Band. A banda fez músicas como Instant Karma!, composta e gravada em apenas um dia, e Cold Turkey, sobre os sintomas da abstinência da heroína. Em 1969, após a gravação do disco Abbey Road, Lennon decidiu sair dos Beatles. Ele e os outros membros decidiram não tornar isso público. Em 1970 Paul informou a imprensa de que estava saindo da banda, ao lançar seu primeiro disco solo. John não gostou nada e isso abalou ainda mais a relação entre os dois. Era o fim dos Beatles.

Yoko


 
Ainda casado com a namorada de adolescência Cynthia, com quem teve o primeiro filho, Julian, John conheceu a artista de vanguarda japonesa Yoko Ono, em 1966. Intrigado com a enigmática japonesa, ele telefonou a ela várias vezes e a convidou para visitá-lo quando Cythia estava viajando. Quando o romance dos dois se tornou público, em 1968, a maioria dos fãs e os outros membros da banda passaram a odiar Yoko, a estranha artista conceitual que parecia hipnotizar John. Mas o amor entre os dois se mostrou forte, e começou a minar a relação entre John e Paul. Ele começou a se dedicar às causas pacifistas ao lado de Yoko, principalmente pedindo o fim da Guerra do Vietnã, na música Give Peace a Chance e no famoso "Bed-In", quando o casal fez um protesto deitado em uma cama de hotel, durante a lua-de-mel. Eles haviam se casado em segredo, em 20 de março de 1969, em Gibraltar.

Após o fim dos Beatles, John e Yoko passaram por uma terapia chamada de “grito primal”, com o objetivo de aliviar a dor emocional da infância e soltar os demônios internos. O resultado foi o primeiro disco pós-Beatles de John, John Lennon/Plastic Ono Band, com clássicos autobiográficos como Mother (sobre a relação complexa com a mãe Julia), God (uma sequência de negações, que tem a famosa frase "O Sonho Acabou") e Working Class Hero. No ano seguinte lançou Imagine, e a utópica faixa-título se tornou sua música mais conhecida. O disco tem ainda How Do You Sleep?, crítica ácida ao ex-companheiro Paul McCartney, Jealous Guy (pedido de desculpas a Yoko após uma briga) e Gimme Some Truth, com forte conotação política.

Morando em Nova York e participando ativamente de movimentos pelo fim da guerra, Lennon passou a ser considerado "inimigo do Estado" pelo então presidente dos EUA Richard Nixon, que o tentou deportar do país. Em 1973 John e Yoko decidiram se separar, quando ele gravava o disco Mind Games. Eles ficaram separados por 18 meses, período no qual John namorou May Pang, sua assistente.

Ele voltou para Yoko, e em 1975 eles tiveram seu único filho, Sean. Neste ano, Lennon se afastou da música e se dedicou a cuidar de Sean, vivendo uma rotina de “dono de casa”. Nesta época ele produziu muitas pinturas e desenhos, que só foram publicadas postumamente. Em 1980 ele voltou a gravar, e fez a música Just Like Starting Over,lançada como single. Depois, lançou com Yoko o disco Double Fantasy, no dia 17 de novembro.



A Morte

Na manhã do dia 8 de dezembro de 1980, a fotógrafa Annie Leibovitz foi ao apartamento de John e Yoko, no célebre edifício Dakota, na frente do Central Park, no Upper West Side de Nova York, para fazer uma sessão de fotos encomendada pela revista Rolling Stone. Um dos cliques feitos por Leibovitz é uma das imagens mais famosas do casal, com John nu, em posição fetal, deitado na cama, abraçado a Yoko. John saiu para dar uma entrevista a uma rede de rádio, e depois os dois foram ao estúdio trabalhar na mixagem da música Walking on Thin Ice. Na saída, um grupo de fãs aguardava John para conseguir autógrafos. Entre eles estava Mark David Chapman. Em outubro Chapman, natural do Havaí, já havia ido a Nova York para tentar matar Lennon, mas desistiu. Desta vez, ele silenciosamente estendeu uma cópia de Double Fantasy para John autografar. Ele assinou e perguntou se isso era tudo que Chapman queria.

Chapman ficou parado próximo ao prédio por horas, até John voltar do estúdio. Yoko entrou primeiro no prédio. Chapman se aproximou e deu cinco tiros a queima-roupa em John, pelas costas, com um revóver calibre 38. Quatro tiros atingiram John, e um deles perfurou a aorta, provocando uma hemorragia fatal. Segundo o testemunho do porteiro do prédio, John murmurou “fui baleado”, antes de perder a consciência. O porteiro tirou a arma de Chapman e gritou: “você sabe o que fez?”. O assassino respondeu: “sim, eu matei John Lennon”, e se sentou na calçada para esperar a polícia, sendo preso em flagrante. Lennon foi levado para o hospital mas chegou sem pulsação e sem respirar, sendo declarado morto, às 23h15.

A morte prematura e violenta instantaneamente transformou Lennon numa lenda. Milhares de fãs se uniram em luto para prestar tributo a ele na frente do edifício Dakota assim que a notícia se espalhou. O disco Double Fantasy, que havia tido uma fria recepção no lançamento, esgotou nas lojas. Homenagens, estátuas e tributos a Lennon correram o mundo. No Central Park, uma área ajardinada foi batizada de "Strawberry Fields" e recebeu uma placa com a inscrição “Imagine”. Anualmente, fãs de Lennon se reúnem no local no dia do seu nascimento e de sua morte.

Os discos de Lennon, em carreira solo ou com os Beatles, estão entre os mais vendidos de todos os tempos. Seu catálogo é hoje administrado pela viúva Yoko Ono, que continua o trabalho de ativismo em prol da paz que desenvolveu com o marido. Em 2010, ano que marca os 70 anos de nascimento e os 30 da morte de Lennon, Yoko dirigu o relançamento, em versões remasterizadas, de todo o catálogo dele, e organizou shows-tributo nos EUA e na Islândia, onde inaugurou a “Imagine Peace Tower”, que projeta um raio de luz no céu.

Lennon é universalmente considerado uma das pessoas mais influentes e conhecidas do século 20, tanto pelas suas músicas quanto pelo ativismo político e pela paz mundial.

Mark Chapman

Mark David Chapman assassinou o ex-Beatle John Lennon em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980, quando tinha 25 anos. Em seus julgamentos, Chapman alegou que vozes o mandaram cometer o crime. Se fosse mesmo confirmada a alucinação auditiva - fenômeno decorrente de diversos transtornos mentais, possíveis de acontecer até com pessoas normais - o assassino poderia ter pego uma pena menor, mas, como não encontraram meios de provar se ele disse a verdade ou não, ele foi condenado à prisão perpétua.

O assassinato de Lennon aconteceu pouco antes das 23h, em frente ao edifício Dakota, onde ele morava e onde, horas antes, autografara para Chapman uma cópia de seu recém-lançado álbum Double Fantasy. Chapman visitava várias vezes o prédio do ex-Beatle para perguntar dele, dizendo-se "um grande fã".

Chapman citou o romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, como inspiração para o crime. O livro trata da história de um adolescente revoltado que odiava falsidade, com quem Chapman dizia identificar-se. Seu principal motivo, segundo ele, foi o fato de Lennon ter dito várias blasfêmias contra Deus, como, por exemplo, ter se declarado mais popular que Jesus.

Como razão para o assassinato de Lennon, o criminoso tem repetido com frequência: "naquele tempo, achava que, graças ao crime, ficaria famoso, deixaria de ser um 'zé ninguém'".

A liberdade condicional de Chapman, teoricamente permitida após 20 anos de cumprimento da pena (para ele, a partir de 2000), já foi negada seis vezes. Yoko Ono, viúva de John Lennon, Ringo Starr, George Harrison (quando vivo) Paul McCartney, e amigos, dizem-se ofendidos quando escutam o nome do assassino.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ken Block detonando num Ford Fiesta de 650 HP


Ken Block é um piloto profissional(vai perceber perfeitamente pelo vídeo) de Rally que topou participar dessa, digamos, “gincana” onde com um Ford Fiesta 2011, todo modificado e com seus “meros” 650 HP de potência o cara faz miséria e dá um show de pilotagem. Particularmente eu ficaria muito, mas muito satisfeito se conseguisse fazer tudo isso pelo menos no “Gran Turismo” do meu vídeo game….


domingo, 12 de dezembro de 2010

Noel de Medeiros Rosa



Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil.[1] Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira.
Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com Lindaura Medeiros Rosa, mas era apaixonado mesmo por Ceci (Juraci Correia de Araújo), a prostituta do cabaré, sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes, ela o compensava com noites inesquecíveis de amor. Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, à bebida e o cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, lá, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto, e não pôde mais ter filhos, por isso Noel não foi pai. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: “Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro". Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado, mas faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia desde sempre. Deixou Lindaura viúva e não foi pai de nenhum filho. Lindaura e dona Martha cuidaram dele até o fim.